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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

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GOVERNO APROVA NOVAS REGRAS PARA PROJETOS DE GÁS DE XISTO

Mäyjo, 31.05.17

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O Governo definiu, em Conselho de Ministros, que projectos de exploração de gás de xisto em território nacional passam a estar sujeitos, obrigatoriamente, a uma avaliação de impacte ambiental (AIA), desde a fase de sondagens de pesquisa até à efectiva extracção.

 

Segundo o Edifícios e Energia, a medida consta de uma alteração mais ampla ao regime jurídico da AIA, no que diz respeito a “projectos públicos e privados suscetíveis de produzirem efeitos significativos no ambiente”, nomeadamente na exploração de hidrocarbonetos não convencionais.

Fazendo uso do “princípio da precaução”, a tutela justifica a alteração legal com os impactes ambientais “ainda pouco conhecidos” das técnicas de fracturação hidráulica, normalmente associada para a extracção do gás de xisto. “Estes factos justificam assim o reforço da importância do princípio da precaução, alargando a avaliação de impacte ambiental a todas as fases de desenvolvimento de projectos de hidrocarbonetos não convencionais”, pode ler-se em comunicado do Governo.

Recorde-se que, na União Europeia (UE), o licenciamento de projectos de gás de xisto é da competência nacional dos Estados-Membros. A Polónia e o Reino Unido são os países da UE com um enquadramento mais favorável a este tipo de explorações, embora os parlamentos da Escócia e País de Gales tenham imposto moratórias à fracturação hidráulica em Janeiro e Fevereiro, respectivamente. Em Abril, o governo alemão anunciou uma legislação mais rigorosa para este tipo de projetos.

Foto: Simon Fraser University – University Communications / Creative Commons

Os céus do Alentejo

Mäyjo, 30.05.17

ceus_aFOTÓGRAFO PORTUGUÊS CAPTA OS CÉUS MENOS POLUÍDOS DO MUNDO 

RUÍDO DO TRÂNSITO URBANO PODE PROVOCAR PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO NA INFÂNCIA

Mäyjo, 29.05.17

Tráfego de veículos durante o dia em grande cidade brasileira.

Um novo estudo dinamarquês relaciona a exposição ao ruído do trânsito urbano a problemas de comportamento na infância, especialmente a hiperactividade ou a falta de concentração.

 

Estudos anteriores haviam já relacionado os problemas da poluição sonora com problemas de saúde na idade adulta, nomeadamente alterações de humor e ansiedade. Este novo estudo, publicado na revista científica Environmental Health Perspectives, vem agora provar que o ruído do trânsito urbano também afecta as crianças, especialmente durante as etapas mais sensíveis do seu desenvolvimento.

Na nova investigação, os cientistas quiseram averiguar se a exposição ao ruído do trânsito urbano estava associado com problemas comportamentais em crianças com sete anos. Para tal contou-se com a participação de 46.940 crianças dinamarquesas com sete anos, tendo sido reunido todo o seu historial clínico desde o nascimento à idade em questão. As questões comportamentais foram depois avaliadas através da observação e de um questionário aos pais das crianças.

“Descobrimos que uma exposição média superior de 10 decibéis ao ruído do tráfego rodoviário desde o nascimento até aos sete anos está associada a uma probabilidade 7% maior de vir a desenvolver problemas comportamentais. Verificou-se ainda um aumento de 5% e 9% na probabilidade de desenvolver hiperactividade e falta de atenção, respectivamente, e um aumento de 5% dos comportamentos anormais e 6% nas relações com os outros”, explica Jordi Sunyer, investigador que participou no estudo, à agência SINC.

Foto:  Laeti Imagens / Creative Commons

Os novos vulcões submarinos

Mäyjo, 28.05.17

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FORAM ESTES OS VULCÕES RESPONSÁVEIS PELA SEPARAÇÃO DA NOVA ZELÂNDIA DA AUSTRÁLIA?

Um aglomerado de vulcões submersos, com potencial para ajudar a desvendar os segredos do fundo do mar entre a Austrália e a Nova Zelândia – inclusive a separação das mesmas – foi descoberto recentemente ao largo da costa de Sidney por uma equipa de cientistas.

 

Os quatro vulcões inactivos, que se estendem por uma área de 20 por seis quilómetros, a 4.900 metros de profundidade, foram localizados a cerca de 250 quilómetros da costa de Sidney, na Austrália.

A cordilheira, que se eleva a 700 metros do fundo marinho, foi encontrada em Junho durante uma expedição científica submarina. Os investigadores da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, estavam à procura de berçários de larvas de lagostas quando as imagens sonar identificaram os vulcões a 4.900 metros de profundidade, escreve o Daily Mail.

Estima-se que o aglomerado tenha cerca de 50 milhões de anos e que se tenha formado quando o supercontinente Gondwana se dividiu nas regiões que hoje são conhecidas como a Nova Zelândia e a Austrália.

De acordo com os investigadores envolvidos na descoberta, os novos vulcões podem ajudar a compreender melhor a separação da Nova Zelândia da plataforma continental australiana. O conjunto vulcânico será ainda útil para futuras investigações sobre a crosta terrestre.

O QUE ACONTECE AOS MIGRANTES AFRICANOS QUE NÃO CONSEGUEM CHEGAR À EUROPA?

Mäyjo, 27.05.17

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Durante dois anos, Mohamed Hossien Geeldoon tentou deixar a Somalilândia natal e viajar ilegalmente até à Europa. Então com 21 anos, Mohamed falhou várias vezes esta passagem intercontinental, para grande custo pessoal e financeiro da sua família, e regressou a casa para contar a sua história e convencer outros jovens a não repeti-la.

 

Segundo o Irin, Mohamed é o exemplo de que a viagem dos migrantes não começa no Mediterrâneo, mas bem antes – temporal e geograficamente. Até Julho, cerca de 160.000 migrantes chegaram à Europa vindos de África e Médio Oriente, mas muitos mais nem sequer conseguiram entrar nos barcos.

Vindo de uma região de 3,5 milhões de pessoas, com um desemprego entre os 60 e 70% e um estado não reconhecido internacionalmente – a Somalilândia – Mohamed tem agora 27 anos e tentar explicar aos seus concidadãos que a ideia obsessiva de chegar à Europa está e cegá-los. E a prejudicar esta região.

Segundo o comissário de imigração da Somalilândia, Maxamed Cali Yuusuf, cerca de 300 pessoas deixam a região, todos os meses, para tentar chegar à Europa. Antes, têm de passar pela Etiópia, Sudão e Líbia.

Ao tentar convencer os jovens a não seguirem os seus passos, Mohamed conta algumas das histórias que viu na primeira pessoa: desde um contrabandista que abandonou 32 pessoas no meio do deserto do Sahara, uma viagem infernal onde 15 pessoas do grupo morreram; ao contrabandista que bateu numa mulher grávida, na fronteira da Líbia, devido a incumprimento de pagamentos por parte da família; e ao homem que saltou para o oceano, num barco cheio de migrantes, porque julgou ter visto terra.

“Às vezes conto a minha história às pessoas, mas elas, ainda assim, vão”, explicou Mohamed ao Irin.

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